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27 de fev. de 2012

Não briga comigo que eu tô doente



Minha conta de luz veio altíssima esse mês, então, conversamos (marido e eu) e decidimos tomar alguns cuidados para ver se diminuímos esse valor.  Em paralelo a tudo isso, marido tá doente, gripado com garganta e ouvido inflamados, peito roncando e com um dengo sem tamanho.
Sábado tava fazendo o almoço e ele lá no quarto, então ele saiu foi pra sala e a luz do quarto ligada, quando reclamei com ele, para ele apagar a luz... ele fez um cofcof muito do mixuruca,cara de sofrimento extremo e fez um biquinho e disse: Não briga comigo que eu tô doente!!!
E a pergunta que me faço é: será que meu futuro filho será menos dramático que o pai?

11 de fev. de 2012

Enquanto isso, no curso de inglês


             Faço inglês há tanto tempo que nem me lembro quando comecei, e é sempre a mesma coisa, começo o curso e paro... passo um tempo... vou pra outro curso... começo e paro. Um eterno ciclo sem fim. Pra dizer a verdade, não gosto de estudar inglês, “faço por que é o jeito”, mas já decidi que dessa vez só paro quando terminar todos os módulos.
                Mesmo com a decisão de ir até o fim do curso dessa vez, longe de mim, ser uma aluna exemplar (não me orgulho disso, OK), sempre dou um jeitinho de faltar de vez em sempre, só faço os exercícios na véspera da aula e estudo muito pouco. Desde que comecei esse curso, nunca fui para a primeira aula, sempre apareço depois.
 Porém, ano novo, vida nova. Entre minhas infames promessas de final de ano que foram: economizar, parar de comprar bugigangas, ser uma pessoa melhor, me reeducar alimentarmente e me dedicar mais ao inglês.
Pois é, prometi me dedicar ao inglês e não posso me dar por vencida sem tentar. Marquei na minha agenda a data do início das aulas e ainda guardei o papelzinho que a secretária do curso escreveu, e decidi:  vou começar com o pé direito, vou ao primeiro dia de aula! Cheguei terça feira, depois de um dia cansativo em casa, tomei meu banho e me aprontei com uma preguiça do cão para o inglês, comecei a ler um livro o livro tava ótimo, ia passar um episódio inédito de the big bang theory, resumo da ópera: sai me arrastando de casa, mais fui, em cima da hora, mais fui, como uma verdadeira mártir. Cheguei ao inglês toda esbafurida pelo calor, não tinha mais nenhum aluno na recepção. Perguntei toda me achando para a secretária onde era minha sala (tinha o direito de estar me achando, afinal fui ao primeiro dia de aula), nisso um professor que estava na recepção começou a rir, a secretária com um risinho diz: as aulas só começam dia 6 de MARÇO. Não eu tinha certeza que era em fevereiro e ainda argumentei que deviam ter me dado a data errada sem querer. Ainda munida de toda a certeza e dignidade (afinal, não sou tão louca ao ponto de confundir os meses) pego minha agenda e vou procurar o papel com a data de início escrito pela secretária, achei e quando olho tá escrito lá: início 06/03/2012. Peguei o papel e minha dignidade coloquei de volta na agenda e disse: até o mês que vem! E sai.
Quem disse que nesse ano não vou me dedicar ao inglês?
Bjus.

10 de fev. de 2012

Bullying solar

               Depois de tempos sem aparecer e muitos pensamentos perdidos, eu estou de volta. Bom a demora em escrever se deve ao fim de ano e a visita de minha irmã.
               Final de ano foi tranqüilo, mas como fiquei em casa comecei a planejar uma comemoraçãozinha, a ceia, e como boa louca que sou, fico tempos pensando, programando e reprogramado tudo. Segundo o marido sou uma verdadeira Monica Geller (aquela do seriado friends), compulsiva ao extremo. Vou contar um exemplo, desde que cheguei ao laboratório que desenvolvo meu projeto de pesquisa, já fizemos várias comemorações, e todas as que organizei, eu passei horas pensando na decoração, horas tentando delegar trabalho as pessoas e horas refazendo o trabalho que havia delegado aos outros. Por que? Porque sou completamente neurótica... Doida varrida pra baixo do tapete. Normalmente, sou de fácil convívio e as meninas (do laboratório) costumam dizer que é difícil me irritar, mas em épocas de organização de festas, viro um monstro, grito, bato o pé, dou ordens e as coisas só são feitas sobre a minha supervisão, todos dizem que viro um mostro, estou tentando melhorar.
               O outro motivo da longa ausência foi que desde dezembro minha irmã estava aqui no Rio comigo, e como nos vemos pouco estava aproveitando sua companhia, e aproveitando para pegar no pé dela, afinal as irmãs mais novas servem pra isso também... Para enchermos a paciência delas... E nos divertimos a custa disso. Beijos Maria, eu te amo e já estou com saudades.
               Depois que as coisas voltaram à santa normalidade, o verão no Rio de Janeiro voltou também à normalidade, ou seja, um calor de 40 e tantos graus. Eu sou calorenta, vivo em uma eterna menopausa como dizem os que me conhecem, estava até animadinha com esse verão, havia dias quentes, mas nada que me fizesse derreter. Eu tava até cantando de galo... Mas, eis que essa semana o calor se instaurou e eu tô aqui morrendo “esbaforida”. E nem adianta comentar que eu venho de Pernambuco, que fica no Nordeste,( pelamor nada de norte, odeio quando dizem que sou do norte, as vezes, tenho vontade de dar de presente mapas do Brasil pra um monte de gente) e que lá é quente e tudo mais... Sei de tudo isso, porém lá tem mais vento e não é tão abafado quanto aqui, vivo repetindo isso e recebendo olhares de reprovação, olhares que querem dizer: “você bebeu ou é maluca assim naturalmente?” Outros vêm com a seguinte legenda: “coitadinha ficou no sol muito tempo mesmo, fritou até os miolos... pensa que Pernambuco fica na Europa”. Mas, o que posso fazer? Acreditem, lá não é tão quente.
               Eu e o sol não morremos de amores um pelo outro, na verdade apenas nos respeitamos, ou melhor, eu respeito ele, pois, ele nem “tchuin” pra mim. Sofro com sua eterna perseguição, sofro um eterno “Bullying solar”. Sou aquele tipo de branquela meio amarelada, e isso já me rendeu até o apelido de amarelinha, colocado por um amigo. Para manter meu tom pálido meio vampiro (que graças a serie crepúsculo entrou na moda) durante o verão, evito sair ao sol (sou daqueles vampiros antigos, os que queimam quando entram em contato com os raios solares, nada daqueles modernos e fashion que brilham na luz do sol), uso boné, óculos, ando pela sombra e abuso com quilos e quilos de protetor solar. Mesmo assim o sol, como bom predador, sempre que me pega distraída (o que se tratando de mim, é bem fácil) apronta comigo. Posso citar como exemplos: já queimei os lóbulos das orelhas por não passar protetor solar na praia, agora eu pergunto: quem lembra de passar  protetor solar nas orelhas? E descascou e tudo. Já perdi a conta das vezes em que fiquei com marca de roupas: camisetas, shorts, sapatilhas e bonés. Já queimei apenas um lado do corpo por ficar em uma janela onde o sol batia em um carro ou ônibus. Já fiquei marcas de mãos brancas nas pernas e o restante vermelha, por descuido passei a mão de protetor solar na perna, e esqueci que elas queimam, e muito. Já atropelei sacos de lixo na minha procura incessante por uma sobra nas calçadas. Enfim, já passei por tudo. E sei que lá de cima o sol tá rindo de mim, como um sádico.
Depois de uma semana sob o domínio de um sol escaldante, estou toda cheia de brotoejas, com as bochechas vermelhas no melhor estilo Picachu e com incontinência urinaria, uma vez que estou bebendo liquido feito um camelo para tentar me manter hidratada, por isso... FRENTE FRIA, CADÊ VOCÊ????
                Embora corra o risco de morrer linchada, uma vez que a letra da música é verdadeira e:  “cariocas não gostam de dias nublados”, estou contando os dias para a chegada do outono.
Bjus.

2 de dez. de 2011

O Pisca-pisca e a psicopata que existe em mim

Acordei hoje por volta das nove da manhã, e quando cheguei na cozinha e por lá fiquei por algum tempo, comecei a sentir meus instintos psicóticos (de psicopata profissional), se é que isso existe, talvez tivesse virando lobiwoman também vai-se saber.
Senti as unhas crescerem, as presas ficarem mais afiadas e os pelos arrepiarem e crescerem (depilação again), comecei a ter uma vontade louca de invadir o apartamento de um vizinho e quebrar tudo e também o vizinho claro. E tudo isso por um pisca-pisca, isso mesmo, um daqueles infelizes, made in china, que não para de tocar aquela irritante musiquinha, com toque rouco de coisas compradas em lojas de 1,99.
Como hoje foi meu dia de pinicagem, então passei boa parte do dia entre a cozinha, área de serviço e banheiro (que tava precisando de um banho) e escutei esta música dos infernos %#@&?, durante todo o tempo e comecei a ficar totalmente desequilibrada.
Fala sério que é a criatura que deixa uma porcaria dessas tocando e tocando, comecei a pensar... calma vai quebrar, vai quebrar, eu sei que vai quebrar, estes troços quebram rápido, ledo engano, o troço é mais resistente do que eu pensava. Comecei a pensar quem seria o possuidor daquele objeto do mal, devorador de cérebros? Será que é a velhinha surda do sexto andar, se assim for tô ferrada, mina sanidade mental (que já é quase inexistente vai embora, a pobre velhinha mora sozinha e é surda, nem deve se tocar que possui um instrumento de tortura em casa, com aquela musiquinha rouca.
E o pior de tudo que aquelas notas musicais com toque totalmente eletrônico e pior que pagode, axé ou sertanejo universitário ela continua tocando na sua cabeça, nota após nota, mesmo quando não estou em um lugar do apartamento que não escuto.
A tarde foi passando e minha obsessão para saber que era aquele terrorista do pisca-pisca só foi aumentando, escutei alguém assoviando ao toque da música e era assovio de homem, chego a conclusão que só pode ser o dono, afinal já são seis da noite (já me lamentei pro marido que riu das minhas queixas) e ninguém no prédio, além do dono do infernal objeto, deve estar gostando dessa música.

Agora são mais de nove da noite, a música toca a mais de doze horas, já escuto o som da sala (uma vez que o barulho da rua diminuiu), já decidi vou fazer promessa para nossa senhora, vou dar uma de louca e vou sair espancando vizinhos ao acaso, qualquer coisa, só não agüento mais essa música, enquanto isso pra me consolar marido ri e diz, agüenta firme vai parar depois do ano novo. E eu... sinto que vou enlouquecer.

A odisséia da mulher multi-tarefas

Semana passada foi uma correria só, no final da minha odisséia, tava morta é minha casa uma zona. Segunda mandei um e-mail para minha amiga/comadre/irmã por adoção do coração. Vou postá-lo porque ele fala bem sobre como foi minha semana.  
Oi German,

Sei que estou com dívidas com vc, simplesmente sumi e não dei mais notícias e nem procurei mais saber como vc e Vínicius estão. Continuo amando vcs e que minha vida tá uma correria só, esses dias.
Tive a brilhante idéia de fazer um curso de fatores de virulência, semana passada, só que tem prova e seminário, e o material é todo em inglês, ai já viu sua amiga pirou!!!
Devido ao tempo que passei ai, atrasei tudo no inglês, tinha que fazer 2 provas de uma vez, adivinha quando? semana passada claro!
E tinha o seminário do laboratório para apresentar, quando? quinta, of course! consegui adiar esse pra terça (amanhã), só que a prova do curso é hj, ou seja... tô muito lascada. Pra terminar... o paper que vou apresentar amanhã é triste, ainda nem terminei de fazer a apresentação, levei uns 3 dias só pra entender uma parte dele, o cara faz umas construções de mutantes muito doidas, rsrsrsrsrs.
Devido a isso tudo, minha casa tá um nojo de suja (não limpei), estou passando quase fome (não fiz compras) a situação tá tão insustentável que não tem nem água na geladeira, quem dirá algo para comer. E eusinha tô uma mistura de mulher das cavernas (não fiz as unhas, nem sequer lavei o cabelo esse fim de semana) e de caranguejo gigante (preciso de uma depilação URGENTE!!).
Minha esperança é que amanhã tudo acabe, e minha vida comece a voltar ao normal, antes que o IBAMA venha me prender pensando que sou o elo perdido.
Bjus se tudo der certo te ligo amanhã!! vai fazer bolinho pra Vinícius??
 Amo vcs!
Danny.

Bom, terça feira passou e SOBREVIVI!!! Minha casa tá limpa e morável, minha geladeira abastecida e a higiene pessoal tá em dia (consegui voltar ao normal antes que o IBAMA me achasse).  Mas os dias de pinicagem para colocar tudo nos eixos formam um capítulo a parte. Sou apenas uma, meio lerda e desajeitada, mas as vezes tenho que fazer o papel de várias, como ser multi-tarefas, quem souber me avisa por favor, mas no final é como diz aquele velho ditado: “Não há mal que nunca acabe...”
Bjus.

11 de nov. de 2011

É vida que segue

        
 Depois de tempos sumida, eu voltei!!! bem no clima da música de Roberto Carlos: "eu voltei, agora pra ficar..." fiquei uma semana em um congresso de microbiologia, passei uma semana em casa, fui a Pernambuco onde fiquei 17 dias e voltei para o Rio a uma semana e meia.
       Tirei folga, passiei, descansei, ferrei o dedinho do pé, tive raiva, não fui a praia (olha as amarguras ai!!!)... e agora... voltei para escrever o que fiz de bom, o que me deixou puta da vida e voltei para o laboratório, em fim, como diz o título do post: é vida que segue.
        Preciso fazer ainda alguns experimentos para poder publicar o paper da dissertação, vou fazer um projetinho a parte (paper extra), isso antes do doutorado, então agenda cheia.
       Mais tenho muita coisa atrasada para por aqui: falar de Foz do iguaçu (que adorei), falar da minha ida a Pernambuco e de todas as lembranças culinárias com direito a fotos e tudo, falar das "chaturas" que aconteceram e de minhas revoltas, enfim, repor o tempo perdido.
       Volto logo para por os assuntos em dia.
       Bjus.

       Para animar e acalmar os corações:

Ruas de Outono

Nas ruas de outono os meus passos vão ficar
E todo abandono que eu sentia vai passar
As folhas pelo chão que um dia o vento vai levar
Meus olhos só verão que tudo poderá mudar

Eu voltei por entre as flores da estrada
Pra dizer que sem você, não há mais nada
Quero ter você bem mais que perto
Com você eu sinto o céu aberto

Daria pra escrever um livro se eu fosse contar
Tudo que passei antes de te encontrar
Pego sua mão e peço pra me escutar
Seu olhar me diz que você quer me acompanhar

Eu voltei por entre as flores da estrada
Pra dizer que sem você, não há mais nada
Quero ter você bem mais que perto
Com você eu sinto o céu aberto

Quero ter você bem mais que perto
Com você eu sinto o céu aberto...
(Ana Carolina e Antônio Villeroy)